domingo, 16 de maio de 2010

Lula viajando??? Será???


Novamente o presidente Lula está viajando. Não naquelas viagens de "nunca antes na história desse país...", dessa vez ele se encontra representando o país no exterior. Desda última quinta-feira vem sendo cumprido um roteiro que incluí visitas ao Quatar, Rússia, Irã, Portugal e Espanha. Oficialmente tal deslocamento tem por objetivo é fortalecer e estabelecer novos laços comerciais com as nações visitadas, todavia, nem mesmo o mais desavisado espectador ignora que a grande expectativa em relação aos encontros é a possibilidade de o Brasil intermediar uma solução negociada para a crise envolvendo o programa nuclear do Irã.


Desde que assumiu a presidência em 20o3 Lula vem dando novos direcionamentos para a política externa brasileira. A nova ordem mundial, marcada pela multipolaridade de influências proporcionou, e obrigou, que novos contatos políticos e comerciais fossem estabelecidos pelos homens do Itamaraty. Entretanto, mesmo as novas parcerias não têm sido suficientes para alcançar a grande ambição da diplomacia brasileira, uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Neste sentido, nova cartada da equipe liderada por Celso Amorim, é a mediação do conflito envolvendo o programa nuclear iraniano e as grandes potencias, notadamente os EUA, que desde do começo do século afirma que o país dos aiatolás faz parte de um suposto "eixo-do-mal", junto a Coréia do Norte e Venezuela. A presente visita do presidente brasileiro ao Irã faz parte de um esforço diplomático visando a solução para o impasse por vias pacíficas, política e militarmente falando. Além do prestígio de ter sucesso onde pesos pesados da diplomacia mundial falharam, o governo brasileiro quer evitar que eventuais sanções econômicas determinadas pela ONU, contrariem interesses brasileiros na região e potencializem os conflitos historicamente intrínsecos à região.

Na última semana o presidente demonstrou bastante confiança na resolução do conflito, entretando outros países, cujas os laços com o Irã são mais fortes e antigos, como Rússia e Turquia não compatilharam do mesmo entusiasmo. Alías a diplomacia iraniana tem visto aliados históricos como a China "abandonarem o barco", insatisfeitos com a retórica radicalmente anti-americana e sionista da república islâmica.

Lula pretende convencer o polêmico presidente, Mahmoud Ahmadinejad, a aceitar abastecer seu programa nuclear, supostamente de fins pacíficos, com urânio enrriquecido em outros países, e ainda a colaborar com supervisão dos organismos internacionais de controle de enérgia nuclear. O provável insucesso deste objetivo pode redundar em mais um conflito armado de imprevissíveis consequências.

Sob certos aspectos vejo como louvável que o Brasil busque assumir papel de protagonista na política global, contudo a história mostra que a linha entre o sucesso e o fíasco é bastante tênue nas questões diplomaticas, ainda se considerado que o Irã se localiza no Oriente Médio, onde a séculos "ninguém se entende". Países de grande infuência na diplomacia mundial têm fracassado na missão de trazer estabilidade para aquela região do mapa, muitas vezes arruinando promissoras carreiras, mas o que mais entristece é sempre ao custo de milhares de vidas humanas.

Ao se envolver nesta questão, e mais, ao alardear uma solução, Lula se compromete com '"a causa" frente à sociedade internacional, o que, em última análise, representa avalizar as "boas intenções" do programa nuclear idealizada e adiministrado pelo instável Ahmadinejad sob a benção dos radicais religiosos entusiastas da burka entre outros retrocessos medievais. Desta forma fica a certeza de que mesmo se solucionado o presente impasse, não estará resolvida a apreensão brasileira, uma vez que o novo parceiro não é exatamente confiável.

Não me resta dúvida que se trata de um sério e complicado o problema, o que não tenho claro é se trata-se de um problema típico de uma nação que cresceu e tem de administrar as novas responsabilidades, ou se é uma complicação daquelas que se arrumam quando se tenta da "um passo maior que a perna", ou como diria minha avó "quando se mte de pato a ganso". A história, e principalmente os fatos, certamente vão responder...

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